Arteterapia: o amálgama profissional perfeito

Foto de Victoria Poveda via Unsplash

OLAR
Long time no see.

Embora sintamos que, às vezes, o tempo parece correr lentamente, também podemos piscar e PÁ: 1 ano e quatro meses desde meu último post aqui, e eu nem sequer percebi. Textos foram pensados, textos foram escritos, textos ficaram guardados. Mas a vida prendia minha atenção em outros assuntos, e um deles foi a finaleira da pós-graduação, com TCC e estágio tomando bastante do meu tempo.

Em 2022, ingressei numa pós-graduação em Arteterapia de abordagem junguiana. Uma especialização Latu Sensu que me permitiu vivenciar e me profissionalizar em uma área multidisciplinar, que une psicologia e artes, dentre outros.

Eu já estava há anos mergulhada em tópicos de saúde mental, por motivos pessoais e de interesse intelectual, e a dança, enquanto profissão, parecia se retirar aos poucos da minha vida. Eu sentia a arte pulsar em mim, mas querendo explorar mais e mais tipos diferentes de expressão, não apenas pelo movimento.

E como eu já me interessava por psicologia, comecei a montar um projeto que unia essa aventura artística e o autoconhecimento, um dos meus temas favoritos. Esse projeto era o Dharma Fusion, que mesmo na época em que eu só explorava a dança, já visava expandir o escopo criativo e o mergulho interno. “Só” a arte a dança e da expressão corporal não bastava.

Eis que, ao iniciar a pós, percebi que o que eu estava tentando construir “do zero” com o Dharma Fusion nada mais era que… Arteterapia! A cada aula eu tinha mais certeza disso, de que estava, intuitivamente, buscando o mesmo objetivo. A cada aula eu sentia meu cérebro borbulhar de ideias e inspiração.

O curso apenas arranhou a superfície das numerosas possibilidades criativas que podem ser utilizadas num contexto terapêutico, e me deu diversas ferramentas novas, conhecimentos e práticas para atuar, agora formalmente, como arteterapeuta. Com isso, não apenas expando meu leque profissional, como posso elaborar ainda mais o Laboratório Dharma Fusion, que nasce oficialmente como um projeto arteterapêutico. 😀

Uma das coisas mais interessantes da especialização foi a ênfase nas vivências, que tivemos que experimentar em nós mesmos pra ter uma noção maior do processo terapêutico. Claro, havia teoria e muita indicação bibliográfica, mas nesse quesito não senti muita dificuldade, já que já tinha uma boa base da teoria junguiana.

Foto de Alina Grubnyak na Unsplash

Embora estivéssemos na posição de alunos, ou seja, não era possível fazer uma análise terapêutica individual profunda, é inegável a experiência prática que ganhamos ao expressar nossas artes e a observar e dividir com o grupo.

A Arteterapia é uma ciência intuitiva. Sim, ciência, pois nasce de áreas estabelecidas do saber humano e pode se submeter a hipóteses e análises quantitativas, mas intuitiva pois exige uma forte adaptação para cada caso, que vai se desenrolar de uma maneira que pode, ou não, ser totalmente imprevisível.

Foto de Elena Mozhvilo na Unsplash

Assim, inicio uma nova fase da minha vida, pessoal e profissional, onde mergulharei com tudo no mundo da saúde mental e da expressão artística. ❤


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