Anath Nagendra

Saiba aqui um pouco mais sobre quem foi a deusa Anat, o significado de Nagendra, e também um pouco sobre a criação da marca Anath Nagendra, pelo Caligrafê! 😉

Anat

Anat foi uma deusa semita, do período neolítico, adorada por este nome principalmente pelos ugaritas (possível origem de seu culto, entre 6000 e 2000 a.C.), hititas e canaanitas. Porém, sua adoração se espalhou para diversas outras regiões e culturas, como os egípcios, mesopotâmios, sumérios, acádios, dentre outros. Seu nome ocorre de diversas formas, tal como “Anat”, “Anatu”, “Anata”, “Anta”, “Antu, “Anti”, “Anit”, “Anant”, “Antit” e Anath. Há também “Qetesh”, adoção egípcia.

É considerada uma deusa da fertilidade, do amor, da beleza, da sexualidade, dos animais, da caça e da guerra. Assim como outras deusas contemporâneas, suas faces são diversas e sua personalidade também, o que é visto como paradoxal por alguns. Ora benevolente, é também representada como violenta e destruidora. Dentre seus epítetos estão “Mãe”, “Virgem”, “Lasciva”, “Justa”, “Dama”, “Força da Vida”, “A destruidora”, “Dama da Montanha”.

Sua iconografia é variada, por vezes confundida ou misturada com a de outras deusas semelhantes e da mesma época. Geralmente é representada nua, com órgãos sexuais exagerados, ou com um vestido de pele de leopardo, e com um adorno na cabeça, um atef (coroa egípcia de plumas) ou a coroa semelhante à de Hathor (o disco solar ladeado por chifres). Frequentemente está junto ou sobre um leão, seu animal sagrado, e segurando uma cobra, flores semelhantes a lótus e alguma arma. Estas variam de lanças e machados a escudos e arco-e-flecha.

Nagendra

“Nagendra” é uma palavra sânscrita, mas que tem duas grafias: naagendra e nagendra, variando com o “a” longo ou curto. Naagendra, com a longo, significa “grande e nobre elefante” e “serpente-chefe”. Nagendra, com a curto, é traduzida como “Senhor da montanha”.

नागेन्द्र naagendra                    नगेन्द्र nagendra

Optei pela versão com acurto, porém, a nível simbólico, incorporei ambas as versões no nome. O simbolismo da serpente é muito forte pra mim, tanto com relação a arquétipos coletivos – no caso, a “Grande Serpente”, um símbolo complexo que pode ser visto tanto como masculino (por exemplo, as serpentes mitológicas Naaga e Shesha) como feminino (por exemplo, a Kundalini) – mas também a nível pessoal, pois meu signo chinês é serpente. Já “Senhor da Montanha” também recebe variadas implicações, mas uma delas é que este é um dos nomes de Shiva, a divindade masculina hindu.

A criação da marca

Criada pelo Caligrafê, designer Fernanda de Oliveira, especializada em caligrafia! ❤

Ela pegou uma série de informações que passei, sobre os significados dos nomes, o símbolo, e o que eu almejava com a identidade artística, além de público-alvo e facetas da minha personalidade. A partir disso, ela estudou e criou uma fonte especialmente para esse trabalho, mesclando técnicas de lettering e caligrafia e se inspirando no estilo Uchen (tibetano) e Bâtarde (séc. 13). Também fez uma adaptação para fusionar os dois símbolos que pedi, criando uma peça única e super adaptável dentro do contexto da marca. 

Com a conclusão da criação do produto, o Caligrafê ainda envia toda uma apresentação da marca – a imagem em si, suas variações de uso, de cores, posições, tamanho, etc. – e também a explicação de cada pedacinho, onde se encaixa cada simbolismo informado, enfim, todo o processo. Cores também foram propostas, além de oferecer um padrão de preenchimento – baseado no símbolo – e ferramentas como cartão de visitas personalizado e o logo em diversos formatos para usar vida afora. 